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Se você pode sonhar, você pode realizar*.

22 de fevereiro de 2019

Tenho acompanhado com muita alegria as publicações do grupo Gaia sobre a viagem à Disney em comemoração aos seus 10 anos de existência. Quem não sabe ou não os acompanha, o João Paulo Pacífico resolveu levar todos os 70 funcionários da empresa para realizar essa viagem. 

Vendo os posts e stories no Instagram, os sorrisos de criança de todos, a felicidade estampada no rosto de cada um, me faz lembrar das coisas que o dinheiro não compra, ou melhor, reforça aquela máxima de que dinheiro não traz felicidade.

Você pode pensar: ah tá, como não? E como que foi paga essa viagem pra esse tanto de gente? Sim, o dinheiro é fundamental mas ele é apenas um meio, não um fim em si mesmo. 

O dinheiro serviu para pagar as passagens, as camisetas coloridas, as despesas com hospedagem, refeições e afins. Isso tudo foi contemplado em um orçamento, fruto de um resultado realizado pela empresa. 

O fato do dinheiro ser meio e não um fim em si mesmo é que ele foi capaz de proporcionar uma experiência inesquecível, não apenas a estas pessoas, mas também às famílias, amigos, àqueles que irão conviver com quem viveu o sentimento incrível de pertencimento.

Se a empresa tivesse decidido dar o valor correspondente da viagem em dinheiro a cada um deles como uma premiação, o impacto causado em suas vidas certamente seria uma pequena fração quando comparado ao causado com esta experiência.

Ao lidar com pessoas lembre-se de que você não está lidando com seres lógicos, e sim com seres emocionais. (Dale Carnegie)

O dinheiro teria um destino diferente na mão de qualquer um. Teria aquele que poderia pagar uma dívida, ou trocar de carro, financiar algum estudo, ou mesmo investir em algo que lhe trouxesse um retorno futuro. O essencial teria se perdido, que é a magia de estar vivendo algo único e que seria levado (e lembrado) para o resto da vida.

Ali naquele grupo acredito que havia pessoas que já estiveram na Disney, talvez até mesmo mais de uma vez. E acredito também que havia pessoas que sequer tinham cogitado a ideia de algum dia fazer uma viagem dessas, embora pudesse no fundo ser um sonho. Cada um teria uma justificativa para isso.

Seja porque talvez esse fosse um roteiro de viagem distante da sua realidade, seja porque a situação financeira não daria condições para isso. Ou então porque, na escala de prioridade, não haveria “tempo” suficiente para se ausentar, ou seja porque não acreditava mais que havia uma criança adormecida dentro dela.

O que me chamou a atenção e me fez admirar essa atitude foi a ação de reconhecimento da meritocracia conjunta. Com certeza neste grupo tiveram aquelas pessoas que deram o sangue pela empresa. Que dedicaram mais horas de trabalho, que se esforçaram muito para conseguir atingir metas e muitas vezes a supera-las. 

E com certeza também tiveram pessoas que não apresentaram um desempenho tão bom, que poderiam ter se dedicado mais e por algum motivo não o fizeram. Ou que até se esforçaram bastante, mas não conseguiram atingir os resultados esperados. A forma como tudo isso foi ponderado a ponto de fazer com que o grupo obtivesse o resultado desejado é que fez a diferença.

Na leitura que eu faço de fora, do pouco conhecimento que tenho sobre o Grupo Gaia, da única vez em que estive com o João Paulo e trocamos meia dúzia de palavras, de algumas pessoas incríveis que trabalham lá e que conheci ano passado, eu creio que essa atitude reflete ao menos três de seus valores: fortaleça o grupo, espalhe gentileza e celebre. 

E por que eu estou escrevendo tudo isso? Porque ao acompanhar, mesmo que de longe esta jornada, me fez refletir sobre uma passagem na minha vida. Eu vivi uma experiência inversamente proporcional, de não participar de uma viagem da empresa que acreditava que iria, e que em mim foi responsável por mudar a forma como eu encarava a tal da meritocracia nas empresas. 

Hoje sou capaz de enxergar melhor o que aconteceu e entender que, a minha imaturidade aliada à grande expectativa que havia criado, acabou culminando em uma enorme frustração, que gerou um impacto muito grande na minha vida. O aprendizado que tive foi que situações como essa, positivas ou negativas, representam marcos na nossa vida e que servem para nos impulsionar para frente.

Depois desta experiência eu decidi que seria mais dona da minha vida, que se eu quisesse criar minhas experiências, eu mesma deveria ir atrás de concretizá-las. Aprendi a esperar menos, bem menos das pessoas e, por consequência, das empresas. Eu diria que eu dei uma enrijecida com relação às empresas, me desencantei com essa conversa de missão, visão e valores.

No entanto, ainda bem que essa dureza toda não chegou ao coração. Hoje eu tenho a clareza de que sou sim responsável pela construção do meu caminho, que eu sou fruto das (boas e más) escolhas que faço todos os dias. Mas também tenho tido a felicidade de conhecer pessoas que conseguem aliar pensamento e ação, que praticam a coerência entre o que pensam, falam e executam. Que conseguem mudar o seu mundo e, por consequência, o mundo daqueles que estão à sua volta.

Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além. (Paulo Leminski)

Essa semana o grupo Gaia, sob a liderança do João Paulo, me fez acreditar que é possível sim existir empresas que vivem em sua essência a missão, visão e valores que estão declarados na parede do escritório. Que eles são perfeitos?! Não acredito nisso, pelo princípio básico de que as empresas são feitas de pessoas e que todas elas são falíveis.

Entretanto reconheço e valorizo o simples fato de experimentarem colocar esses compromissos declarados em prática através de ações como dessa viagem.

Parabéns grupo Gaia! Desejo que sigam prosperando, criando valor e gerando resultados. Ah, e de preferência realizando sonhos, sempre!

*Frase atribuída a Walt Disney.

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